imagem_editorial005A entrevista feita com Gerard Wajcman, estabelecida em um vídeo por Marcelo Veras, orienta a escolha dos textos do Flash 5. Tanto sua pesquisa desenvolvida no Centro de Estudos de História e Teoria do Olhar, quanto seu livro “L’oeil absolu”, têm se mostrado uma referência frequente neste debate sobre o imaginário, em particular entre nossos colegas da EOL. O destaque está no fato dele articular na origem da beleza, um ponto de horror que apela à mostração e não à representação. Mario Goldemberg, Graciela Musachi, Angelica Marchesine, colegas da EOL, e Maria Cristina Giraldo, da NEL-Colômbia, desenvolveram em seus comentários algum aspecto sobre o olhar enquanto absoluto, seja através de um “novo encontro com Lacan”, para Graciela num deslocamento do lugar do olho e do olhar na psicanálise hoje, seja na relação com a propaganda veiculada pelo Estado Islâmico, convocando a todos os olhares para seus horrores, como comenta Angélica.

Mario, por seu lado, cita Wajcman na mutação sem precedentes em curso na história dos homens, atribuída à presença da tela do computador, do celular, Ipad, Iphone, etc, modificando as relações com o mundo, com o corpo e com o ser, e localiza o lugar da psicanálise neste processo. Maria Cristina chama a atenção para as consequências dos deslocamentos populacionais que ocorrem na Colômbia em função do conflito armado-ordinário e generalizado, cuja estatística cifra o retorno do real, sem inscrição simbólica, apoiando-se no “olho absoluto” que pretende fazer visível todo o real.

Aproveitem a leitura!